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Cativos e renegados foram produtos resultantes do dificil relacionamento entre a Cristandade e o Islao ao longo das épocas medieval e moderna. Enquanto fenómenos dificilmente quantificáveis, permitiram a existência de grupos intermédios entre os dois inimigos em conflito, nao obstante se situarem nas franjas sociais.

Após o cativeiro, duas opçoes se colocavam aos cristaos:ou se mantinham fiéis´à religiao de origem e esperavam uma ocasiao propícia para regressar através da fuga ou, mais vulgarmente, do resgate, levado a cabo especialmente pelos Trinitários, ou enveredavam pela mudança de religiao, passando a ser indivíduo integrados no seio dos seus anteriores inimigos e sendo conhecidos por renegados ou elches.

No caso dos cativos regastados, foi extremamente significativo o labor desenvolvido pelos Trinitários, os quais utilizavam a cidades de Ceuta como ponto estratégico para empreenderem a actividade redentora, devido à sua proximidade com a Península Ibérica e, evidentemente, pelo vacto de estar sob o domínio cristiao. Já no que se refere aos renegados, situçao era diferente. De um modo geral, pode dizer-se que se mantiveram nas franjas sociais de dois mundos em conflito. Nao inteiramente integrados no Islao e com problemas de índole diversa quando regressavam à Cristandade, constituiam um grupo dividido entre duas sociedades, duas culturas e duas vidas.

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