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Ceuta portuguesa, entre a conquista de 1415 e a integraçã oficial na Coroa de Casstela em 1656, viveu como una verdadeira cidade sitiada. Rodeava-a o Islão, que nunca se conformou com a sua entrada na Cristandade, atacando-a repetidas e frequentes vezes. Mas Ceuta também atacava. Era como que uma guerra de guerrilha, em que ambos os contendores procuravam fazer o pior dano possivel ao inimigo.

 

Viver em Ceuta nos séculos XV a XVII parece ter sido uma aventura entre o fascinante e o desolador. Ao colorido dos trajes dos crestãos, judeus e muçsulmanos que íam e vinham, ou então habitavam permanentemente a cidade, juntavam-se as linguas faladas por essas mesmas gentes, a práctica das diferentes religiões, o receio de ser feito cativõ, as conversões de cristãos ao islamismo e de mulçumanos ao cristianismo, o deficiente abastecimieto alimentar e militar, mas também a trasposição de um tipo de vida que em tudo se pretendia semelhante á de Portugal. Viver em Ceuta era decreto uma aventura arriscada, mas inesquecível para todos os que passavam por tal experiência.

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